Após golpe em Maceió, prefeitura cobra condomínio
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Depois que a empresária Miriam Andrade, proprietária da administradora MA Feitosa, sumiu com o dinheiro - cerca de R$ 500 mil, segundo a Polícia - de 110 condomínios no início deste mês, a Prefeitura de Maceió resolveu se mexer. Agora os síndicos vão ter que exigir nota fiscal das prestadoras de serviço e recolher o Imposto Sobre Serviço (ISS) aos cofres públicos. A prestação de contas já estava prevista, desde 2001, no Código Tributário de Maceió.
Durante o mês de outubro os síndicos serão informados sobre a prestação de contas; e em novembro a Secretaria de Finanças pretende exigir a tributação. O setor financeiro de Maceió não sabe informar quanto o município deixou de recolher em tributos dos cerca de 2.500 condomínios maceioenses.
Delegado começa a ouvir vítimas de empresária
O delegado de Falsificações e Defraudações, Nilson Alcântara, começou a ouvir ontem os primeiros depoimentos das vítimas do golpe aplicado pela empresária Miriam Andrade, dona da administradora de Condomínio MA Feitosa. O delegado adiantou que pode pedir na Justiça a prisão preventiva da empresária, se ela não comparecer à delegacia quando for convocada para prestar depoimento, que ainda não tem data marcada.
Miriam sumiu na sexta-feira da semana passada, levando todo o dinheiro de mais de 110 condomínios que eram administrados por sua empresa, sediada na Amélia Rosa. O valor do golpe pode chegar a R$ 600 mil.
O delegado disse que pretende ouvir primeiro as vítimas que prestaram queixas, antes de convocar a empresária para depor. “Solicitei aos síndicos que apresentem os balancetes dos condomínios e a cópia dos contratos com a empresa, já que apenas foi feito o registro no Boletim de Ocorrência”. O inquérito para apurar o caso foi aberto na terça-feira e o prazo para conclusão é de 30 dias.
Até ontem, 12 pessoas haviam prestado queixa contra a empresária, que se apropriou do dinheiro dos condomínios, destinados ao pagamento dos funcionários. Miriam será indiciada por estelionato, no caso dos edifícios onde prestava serviços terceirizados. No caso do edifício Costa Brava, onde era síndica, vai responder também por apropriação indébita. Se for condenada, pode pegar de um a cinco anos de prisão.
Fonte: GazetaWeb


