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Dicas para condomínios sustentáveis
Da redação do LicitaMais A preocupação com a conservação e preservação do meio ambiente tem sido cada vez mais comum. Atualmente, organizações internacionais, como as Nações Unidas, governos nacionais, como o Brasil e o seu Plano Nacional de Mudanças Climáticas, e organizações não-governamentais, como o Greenpeace, realizam ações com o fim de evitar que as condições ambientais se deteriorem ainda mais. Mas, no plano doméstico, dentro de condomínios, o que fazer? O que pode ser feito no cotidiano para contribuir e permitir que as gerações futuras vivam em um planeta saudável?
Felizmente, várias ações podem ser realizadas. A maioria pode ser executada por condomínios já erguidos e em pleno funcionamento. Não é mais possível pensar que não se pode fazer absolutamente nada. E, para facilitar a vida do morador, as ações muitas vezes contribuem para equilibrar e melhorar o orçamento doméstico.
O uso da água, por exemplo, representa o maior gasto do condomínio. A água é um recurso ambiental escasso, cuja utilização demasiada tem impacto negativo para o meio ambiente. Diminuir o uso da água resulta em economia financeira e contribui também para a conservação do recurso. A idéia é que, se a água for economizada agora, as futuras gerações não terão que lidar com a escassez do líquido.
A diminuição do uso da água pode ser obtida de diversos modos. Um dos mais simples é substituir torneiras normais por outras que funcionem no modo “spray”, isto é, que só fiquem abertas durante um curto período de tempo, suficiente para fazer pequenas tarefas, como lavar as mãos. A instalação dessas torneiras é relativamente barata e deve ser feita em local de uso comum dos moradores.
Existe também a opção de individualizar o consumo de água. Se essa opção for adotada pela assembléia de moradores, cada casa ou apartamento pagará apenas pela quantidade consumida. Em geral, tal medida reduz significativamente o consumo, tendo impactos positivos sobre o meio ambiente e sobre o bolso do morador. O custo de instalar o sistema depende muitas vezes da idade do imóvel. Em condomínios mais antigos, mais obras serão necessárias, aumentando o valor da instalação.
Opção muito mais custosa, mas razoavelmente eficiente e bastante sustentável é a construção de tubulação para águas pluviais. A instalação de calhas, tubos condutores e uma cisterna contribui para diminuir o gasto com água dos moradores, uma vez que o líquido captado serve para diversas tarefas domésticas. No plano ambiental, a tubulação ajuda a impedir que enchentes aconteçam. Como a água da chuva é captada, menor volume vai para a rua, o que diminui o risco das enchentes ocorrerem.
Há ainda diversas opções de produtos sustentáveis para utilizar menos água. Elas incluem desde máquinas de lavar que utilizam menor volume de água até “privadas ecológicas”, que também contribuem para menor gasto e conservação do ambiente.
Luz e energia elétrica
A economia em relação ao uso de luz também ajuda as finanças pessoais e o meio ambiente. É bom lembrar que quanto menor for o uso de luz, menos energia elétrica precisa ser gerada, o que resulta em uso também menor de combustíveis fósseis, altamente poluentes.
O que se recomenda aos condomínios é a utilização de tipos de lâmpadas que durem mais e gastem menos energia. Ao invés da colocação de lâmpadas incandescentes (as famosas “lâmpadas amarelas”), deve-se fazer uso de lâmpadas fluorescentes, com vida útil dez vezes maior e gasto de energia 25% menor.
A instalação de fotocélulas facilita a economia no uso de luz. A função da fotocélula é a mesma de um interruptor: acionar as lâmpadas. Porém, enquanto no interruptor o acionamento é feito de modo mecânico, na fotocélula ele é automático. Se houver a presença de iluminação em um determinando ambiente, o dispositivo apaga a luz do local. Caso não haja a presença, as lâmpadas são automaticamente ligadas.
Para iluminar alguns ambientes, como piscinas, o uso de fibras ópticas representa uma boa escolha. A fibra óptica produz um gasto menor de energia elétrica e é mais segura, já que evita a circulação de energia na água. Entretanto, o uso desse tipo de iluminação para outras áreas nem sempre é recomendado, dada a baixa eficiência.
Ainda vale lembrar que a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) estuda implementar no Brasil, já no segundo semestre desse ano, o modelo pré-pago de uso de energia, muito semelhante ao que existe para celulares. O usuário compra créditos, faz uso da energia e, antes que os créditos acabem, é notificado da necessidade de adquirir crédito adicional. O controle de quanto energia é consumida seria facilitado, o que beneficiaria o meio ambiente e, muito provavelmente, diminuiria gastos.
Na próxima semana veremos como são os pisos e telhados sustentáveis, além de como promover uma campanha de conscientização condominial.


