Reciclar o óleo de cozinha usado preserva o meio ambiente

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O que você faz o que com o óleo que usa para fritar a comida? Reaproveitar aumenta o colesterol ruim e jogar pelo ralo polui os rios e o mar. A solução é reciclar como os moradores do Cachambi.

A comida foi para a mesa, mas o óleo ficou na panela, abandonada no fogão. Jogar no ralo da pia? Nem pensar. As partículas do óleo não se dissolvem na água. No encanamento, vão formar uma crosta, causando um entupimento na certa.

Um bom exemplo é o que os moradores de uma vila no Cachambi fazem há dois anos: a reciclagem. O líquido vai direto para um galão que fica em um lugar do condomínio à disposição de todos. O sistema foi implantado pelo síndico Antônio Carlos Benício, que se orgulha da idéia que teve.

“Nós nos orgulhamos de termos a idéia e de outras pessoas estarem compartilhando desse objetivo. Então, as pessoas estão mais conscientes, mais responsáveis e mais organizadas”, afirma o síndico Antônio Carlos Benício.

A coleta é feita mais ou menos a cada 15 dias por cooperativas espalhadas pela cidade. Atualmente, existem 16 no município que fazem parte do Programa de Reaproveitamento de Óleo Vegetal. Todas dependem da doação do material, e juntas já são responsáveis por 320 empregos.

Mônica e Robson são coletores e tiram desse trabalho o sustento da família. “É muito gratificante, por saber que eu ajudo o meio ambiente e ainda, com isso, tiro o sustento da minha família”, diz a coletora Mônica Ribeiro.

“A nossa cooperativa é de egressos. Tem a penitenciária. Então, não está gerando só renda, e não só nós estamos sendo inseridos no mercado de trabalho, como estamos fazendo uma reintegração social”, revela o coletor Robson Borges.

Com ajuda de mais de 50 doadores, as cooperativas recolhem, por mês, uma média de seis mil litros de óleo. Uma parte é vendida para as indústrias que produzem sabão e ração animal. A outra é utilizada para a pesquisa de novos combustíveis no Instituto de Mudanças Globais da UFRJ.

O processo de reaproveitamento do material acontece em um galpão da universidade, de onde sai o biodiesel que abastece os caminhões da rede de cooperativas e do próprio instituto.

“Nessa situação, você ganha por dois lados: um por não dispor esse óleo em locais inadequados e por substituir parte do combustível. Então é vantajoso e importante o trabalho”, explica Luiz Guilherme Marques, pesquisador da COPPE da UFRJ.

 


Fonte: RJTV





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