Tecnologia ameaça profissão de ascensorista
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O avanço da tecnologia pôs fim a muitas profissões. Quem se lembra da datilógrafa ou do amolador de facas? Só mesmo os mais antigos. Esse mundo novo ameaça agora uma outra categoria de profissionais, uma gente acostumada aos altos e baixos da vida.
Em um elevador antigo, que opera manualmente, o ascensorista Leandro Cartacho é figura indispensável. “Tem de haver o ascensorista, sim, porque ele abre fecha a porta e conduz as pessoas”, defende.
A presença do ascensorista em muitos prédios do Rio de Janeiro, no entanto, está com os dias contados. A Assembleia Legislativa do estado aprovou um projeto que dispensa a obrigatoriedade desse profissional em prédios públicos e comerciais que tenham elevadores automáticos, cujas portas abrem sozinhas e basta apertar um botão para ir a qualquer andar.
O Sindicato da Habitação do Rio (Secovi-RJ), que representa os condomínios, espera que a lei seja logo sancionada pelo governador e argumenta que ascensoristas geram custos desnecessários diante das novas tecnologias.
“São prédios que foram construídos com equipamentos de tecnologia moderna, com automatização que dispensam o uso do homem. Não está se suprimindo posto de trabalho. Aquele equipamento já foi criado para funcionar sem o operador humano”, destaca Pedro Wahman, representante do Secovi-RJ.
Selma de Oliveira não vê dessa forma. Ascensorista há nove anos, ela afirma que a função faz falta, apesar da modernidade.
“Tem gente que se sente mais seguro, com certeza, quando tem o ascensorista, mesmo que o elevador seja todo automatizado, porque pode dar algum problema. Com o ascensorista, ele sente mais segurança”, comenta.
“Dificilmente eu entro em elevador que não tem ascensorista, ainda mais gestante”, diz uma senhora. “Eu prefiro que tenha ascensorista. Não é medo. Eu me sinto muito mais segura”, acredita outra.
“Quando a gente não conhece o local, ele sempre orienta”, aponta um jovem. “Vai faltar aquele ‘Bom dia’. Muitos são muitos simpáticos”, comenta um carioca.
O ascensorista Cláudio do Valle não dispensa os cumprimentos e oferece algo mais. Se depender da boa vontade dele, a nova lei não será ameaça.
“Eu procuro fazer o meu melhor e apresentar algo além para que eu sempre venha a ter meu emprego. Procuro fazer a diferença, mas eu quero fazer algo além para chamar atenção das pessoas”, diz o ascensorista.
O Sindicato dos Empregados de Edifícios do Rio de Janeiro (SEEM-RJ) informou que vai entrar na Justiça para tentar evitar que ascensoristas sejam dispensados.
Fonte: Bom Dia Brasil
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Comentários (2 publicado)
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Publicado em maria, 26/04/2010muito bom isso
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Publicado em renato resende, 06/05/2009minha esposa é ascensorista a pouco tempo mais está adorando a profissão,porém ficou meio impressionada com essa noticia.acho que os prédios tanto comércial quanto públicos deveriam alocar os bons ascensoristas em outras funções,pois a bons profissionais nesse meio.agora uma coisa é certa acabar com empregos é molê o difícil é arrumar hum pra gente!!!!!!! obrigado


