Identificação e cadastro de visitantes exigem rigor

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As responsabilidades dos profissionais que trabalham em condomínio cresceram. As novas atribuições hoje incluem principalmente a segurança preventiva. “É o treinamento mais solicitado pelos condomínios, tanto para zeladores, quanto para porteiros e faxineiros”, afirma Rosângela Oliveira, gerente de Recursos Humanos da administradora Hubert.

Mas a atenção maior deve vir de quem fica na portaria. “Eles não são vigilantes, mas estão à frente do condomínio”, explica Rosângela. Por isso, condomínios têm cobrado procedimentos mais rigorosos na identificação de visitantes. Nos cursos, eles aprendem como identificar e cadastrar a entrada de moradores e estranhos, a observar as placas dos carros, pedir para moradores abrirem a janela do carro, se houver dúvidas e monitorar circuito de câmeras.

Para Cleuza Afonsso, diretora de Recursos Humanos do Grupo Riema, que administra e constrói imóveis, a recente escalada da violência tem deixado os moradores preocupados. “Cada vez que há notícia de uma invasão de prédio, os condomínios pedem treinamentos. Vira uma loucura.”


A postura e a atitude dos funcionários são outras preocupações das administradoras de condomínios. O perfil dos cargos, principalmente o de porteiro, tem mudado ao longo do tempo. “Cerca de dez anos atrás, ele só abria e fechava o portão. Agora se quer um profissional que saiba o que fazer, saiba agir.”

Segundo Cleuza, as aulas ensinam como conversar com as pessoas, receber visitas, administrar pessoas irritadas e com dúvidas. A orientação é que prestem atendimento cortês, mas sem excessos. “Existe um vício comum entre os porteiros que é a intimidade com os moradores. Isso é uma atitude antiprofissional porque quando começa a ocorrer troca de favores, o trabalho fica prejudicado”, observa.

Fonte: O Estado de S. Paulo





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