A burocracia atrapalha o bom convívio no condomínio? – 1ª Parte

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Na minha coluna deste mês, publico excelente texto da consultora de condomínios DIANA PHILIPPSEN. O texto será divido em duas partes, de forma que a conclusão será publicada na edição de outubro.

A Assembléia Ordinária já estava próxima de acontecer. O Síndico, Sr. Alexandre, mais conhecido como Alê, assumiu a sindicância em 2002, quando mudou-se para o condomínio. Sua gestão deu tão certo, que foi reeleito em 2004 e 2006. Nestes anos, revolucionou o condomínio, e de fato, aos olhos dos vizinhos, tratava-se de um condomínio padrão. Com esse histórico, tem no condomínio o respeito e admiração de todos, sempre disposto a ajudar e pacificar conflitos.

Para esta assembléia, Alê já tinha em mãos orçamentos de reformas que pretendia realizar no condomínio, visando a valorização do imóvel. Se até agora o Alê não é o síndico que você pediu aos céus, acompanhe comigo... Estas obras estavam estimadas em R$150.000,00, mas não precisaria de rateio, pois o "super" síndico Alê, ao longo de sua gestão, conseguiu acumular este valor na conta aplicação.

Chegou o grande dia. Com a palavra, o Sr Síndico:

–Bom, tenho os orçamentos em mãos, não será necessário rateio extra, pois já temos dinheiro em caixa. Só que... pessoal, tem uma condição!!!!

–Mas, qual condição???? Intervém o Sr. Giacomo -um senhor de porte robusto, com voz grave, que quando falava, até assustava as senhoras de aparência frágil. Diz o síndico:

–Estes anos todos, trabalhei muito para o condomínio, sem nenhum tipo de retorno financeiro. Mas estas obras são complexas e haverá um desgaste da pessoa do síndico. Sendo assim, estou pedindo, nesse período de obras, a isenção da cota ordinária, no valor de R$ 400,00.

–De forma alguma!!!!! Isso vai totalmente contra a convenção do condomínio, que em seu art. 15 elucida que a função de síndico será exercida sem remuneração alguma, diz o Sr. Giacomo.

–Então, sendo assim, renuncio ao cargo de síndico, retruca Alê.

–E quem vai assumir o cargo ???? Questiona Sr. Giacomo.

E foi quando uma senhora no fundo da sala diz.

–No condomínio da minha filha, aconteceu algo parecido e contrataram um síndico profissional.

–Então, acredito que teremos de fazer isso. Diz Sr. Giacomo, e continua: Onde encontraremos um síndico profissional???

 

 

Fonte: Folha do Síndico - Por Marcio Rachkorsky





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