Creci SP alerta sobre um novo golpe em condomínios nobres
09/03/2009
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O Creci alerta para o fato de que moradores de bairros nobres da capital têm sido vítimas de um novo golpe que preocupa, em especial, os profissionais corretores de imóveis. Segundo Luiz Antonio Pecini, delegado do Creci regional de Rio Claro, com o intuito de driblar o sistema de segurança de condomínios fechados e de casas de alto padrão, ladrões se fazem passar por potenciais interessados em casas que estejam à venda ou para alugar imóveis vizinhos ao alvo. "Caso os ladrões percebam uma boa chance, eles dominam as demais pessoas e invadem o imóvel vizinho. Ocorrências como estas, ainda não foram registradas em Rio Claro, mas servem como um alerta para que os proprietários dos condomínios e pessoas que atuam no setor imobiliário estudem novas possibilidades para aumentar a segurança em sua rotina diária", afirma o delegado.Outra forma de ação registrada é a de grupos que retornam à noite e se instalam na casa vizinha, aguardando o momento ideal para o ataque.
Pecini destaca que visando colaborar com a segurança dos prédios e dos moradores, o Creci instituiu há alguns anos um cartão de regularidade profissional dos corretores de imóveis, que deve ser exigido pelo porteiro, zelador, ou por quem estiver tomando conta da propriedade. Este documento tem uma data de validade renovável a cada ano e nele constam também a foto do profissional e todos os seus dados. "A administradora do condomínio e síndico devem exigir a identificação do corretor, mas nunca impedir a sua entrada", destaca o delegado.
Pecini diz que um reforço nos sistemas de alarme, com monitoramento 24 horas e o investimento em treinamento e capacitação de funcionários e prestadores de serviço também podem dificultar o acesso de bandidos, minimizando os riscos de assaltos.
A subsíndica Rosa Maria Cyrino da Silva, conta que já foi síndica por 5 anos em Santo André e que há 20 dias assumiu a nova função no condomínio onde mora atualmente, no Cidade Jardim. "São 40 famílias que moram neste prédio. Temos que ter um controle organizado dos prestadores de serviço e de todos os visitantes que entram ou saem do condomínio", afirma Rosa.
Segundo a subsíndica, todas as visitas são cadastradas na portaria e há a pretensão de fazer um crachá para a identificação dos fornecedores de serviço. "Além disso, temos um circuito interno de câmeras. Mas visamos aumentar o monitoramento em todas as áreas de uso comum", destaca Rosa.
Outro objetivo da subsíndica é tentar fazer uma parceria com os outros condomínios da rua a fim de padronizar os serviços terceirizados. "Vamos ver a possibilidade de unificar estes sistemas e aumentar a nossa segurança", afirma Rosa.
Fonte: Jornal Cidade


