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Votação: Gestão

Há quanto tempo o síndico do seu condomínio está no comando?



Aumenta importância do síndico profissional

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Da Redação do LicitaMais: “A Assembleia escolherá um síndico, que poderá não ser condômino, para administrar o condomínio, por prazo não superior a dois anos, o qual poderá renovar-se.” Esse é o artigo 1347 do Código Civil Brasileiro. O que se nota quanto a essa norma é que a autorização para o síndico não ser um condômino tem sido cada vez mais exercida.

O síndico profissional, que não mora no condomínio e é remunerado, passou a ser essencial em muitos casos. Há diversas vantagens na contratação de um síndico “de fora”. Vantagens que levaram condomínios de alto padrão a adotarem tais serviços, que já começa a se disseminar.


“A grande procura é feita por condomínios de luxo e comerciais, mas já existem diversos casos de síndicos profissionais em condomínios de classe média”, afirma Nilton Savieto, síndico profissional e autor do site sindicoprofissional.com.


Para Carlos Henrique Cêra, diretor da Superlógica, a tendência é que, no longo prazo, o condômino seja visto como um cliente. “Os serviços desempenhados dentro do condomínio serão avaliados pela sua praticidade e eficiência”, prevê.


Cêra considera que, nos próximos anos, a profissionalização vai aumentar consideravelmente na relação condômino-condomínio/administradora. “As pessoas estão exigindo cada vez mais das administradoras de condomínio: gestão eficiente e transparente, corte de custos, velocidade na resolução de problemas. Resumindo: o condômino quer ser tratado como um cliente.”


O que poderia ser visto como um custo adicional ao valor do condomínio representa, em diversos casos, uma redução no que os moradores pagam, no médio prazo. Isso porque o síndico profissional disponível hoje no mercado tem conhecimentos sobre leis e sobre administração que ajudam a diminuir custos incorridos pelos moradores.


“O profissional vai rever salários e horas extras de quem trabalha no condomínio, além de examinar os contratos de manutenção. Também haverá maior controle de gastos com água e energia elétrica. Por isso, a conta do condomínio pode até cair”, afirma Savieto.


O síndico profissional racionaliza o uso de equipamentos e evita o desperdício de materiais. Realiza um trabalho pró-ativo e revê contratos sobre elevadores, empresa de segurança, seguro de condomínio e limpeza, para adequá-los a um novo orçamento.


Também deve ser capaz de treinar os funcionários do local para um melhor atendimento dos moradores. Além disso, evita problemas relacionados à saúde ocupacional e a horas extras em excesso.


Impessoalidade nas relações

Uma vantagem adicional é a isenção na tomada de decisão. Como o síndico profissional não mora no prédio, mas conhece a convenção do edifício e o regulamento interno, não tomará decisões baseado em critérios pessoais.


“Ele nunca vai tomar a decisão pensando na sua vaga de garagem, no seu cachorro, nas suas crianças, no seu apartamento etc. Vai ouvir as partes para decidir”, explica Savieto.


Cuidados na contratação

Diversos cuidados devem ser levados em conta na hora da contratação de um síndico profissional. Em primeiro lugar, é necessário obter boas indicações, de preferência com experiência comprovada, tanto teórica quanto prática.


Deve-se também solicitar uma proposta detalhada por escrito, contendo os serviços que serão executados e o valor de remuneração. O ideal ainda é que se marque uma reunião para tirar possíveis dúvidas, conhecer mais de perto o perfil do profissional e ver se o que ele pode fazer corresponde às expectativas dos moradores.


Entre os documentos a serem requisitados a um síndico profissional que vai começar a trabalhar em um condomínio, as certidões negativas de débito do INSS, da Receita Federal, do FGTS e do SERASA são importantes. Savieto sugere também que seja feito um contrato de trabalho pelo qual o síndico emita nota fiscal. “É fundamental para que não haja vínculos empregatícios”, menciona.


Uma recomendação final é para que a conta individual do condomínio seja mantida com total controle do conselho. “Em geral, nós não assinamos cheques e não temos acesso ao dinheiro da conta corrente ou de investimentos”, indica Savieto.


Em geral, os síndicos profissionais não têm vínculos com as administradoras de condomínios. Entretanto, isso não elimina a necessidade de contar com uma empresa do tipo. É importante que não haja vínculos entre a administradora e o síndico porque esse deve cobrar da administradora o cumprimento do contrato.


A remuneração do síndico é, em geral, fixa e não depende da variação do valor do condomínio. Também não depende dos resultados alcançados. Periodicamente, o síndico se reúne com o corpo diretivo do condomínio, a fim de realizar um acompanhamento de metas atingidas e a serem atingidas. “Funciona como se o síndico fosse uma empresa”, afirma Savieto. “Além do relatório de avaliação, o síndico deve também fazer uma previsão de gastos”.


Uma palavra de ordem para o síndico profissional é manutenção. Por meio de ações preventivas, garante-se a valorização do patrimônio dos moradores.


Para a manutenção, deve ser feito um cronograma, de forma a evitar surpresas. “Sem dúvida, ao desenvolver critérios para a manutenção o custo final delas sai mais barato. Não há urgência, o que permite tempo necessário para evitar desperdícios”, explica Savieto.


A forma de eleição do síndico profissional é muito parecida com a de um síndico tradicional. Deve ser feita em assembleia ordinária ou extraordinária, caso o síndico anterior não queira ou não possa mais trabalhar.




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Comentar comment Comentários (1 publicado)

  • Publicado em leonardo, 18/08/2011
    Infelizmente não posso comungar da opinião de que um Sindico "Profissional"(Profissão inexistente), como solução para os condominios. Primeiro, a questão da formação profissional, ele é formado em que? Em Administração? Então ele deverá ser contratado como Administrador. Quando um condominio elege alguem de fora, que não é proprietario, não possuirá garantias de manutenção da valorização patrimonial; depois o mais grave na minha opinião, o condominio irá ficar refem de um estranho enão proprietario, para contratar e distratar quem bem quiser, e depois para os condominos conseguirem quorum para destitui-lo, é um trabalho sem igual, isso são apenas algumas desvantagens. Por isso comungamos num melhor aperfeiçoamento das administradoras e contratação de ADMINISTRADORES. Obrigado
 
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